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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cota?!? Quem? ;)

Estou velha!!! Descobri isso recentemente e estou em choque…

Tenho vindo a “apanhar-me” a dizer aquelas frases “clichés” do “se eu soubesse o que sei hoje” ou “no meu tempo” e ainda o PIOR… O que eu odiava ouvir “no meu tempo é que a escola era mais difícil, agora têm tudo facilitado e não aproveitam”… Eu, sim EU disse isto!!! E pior… acho mesmo que é verdade.

Depois destes primeiros sinais, comecei a estar mais atenta e comecei a olhar ao meu redor… Os meus amigos estão todos a casar, alguns até já se estão a divorciar. Uma amiga que não via desde o secundário já vai no segundo filho… NO SEGUNDO FILHO!

Os Papas… não são os papás, são mesmo os Papas! Com tanto que se tem falado, apercebi-me de um pormenor. Eu já conheci três Papas… Durante a minha vida, já existiram três Papas! Ora, três Papas, são três Papas… Não são dois, não é um… São TRÊS!!!
Um outro sintoma que já se tem manifestado e que, nem tinha dado por ele, revela-se todas as manhãs. Sim… É verdade! Todas as manhãs, ao aprontar-me para sair de casa. Substituí a espuma e o elástico pelo ferro de alisar o cabelo ou um gancho. Os olhos pintados de escuro deram lugar os risco e ao rímel e em vez do “clerasil”, uso base. Os ténis, as sandálias e os chinelos de enfiar no dedo foram substituídos por botas e sapatos de salto e as calças de ganga rasgadas a arrastar pelo chão com tops ou t-shirts e blusões de ganga, foram substituídos por fatos sérios, sem graça sobrepostos por um sobretudo no Inverno. A corrida para os transportes foi substituída pelas paragens em sinais de transito…

Além de tudo isto, já fiz um quanto de século… UM QUARTO DE SÉCULO!!! Tenho razões para estar deprimida, não? Hum… e tu, caro leitor, pela tua cara, também não estás muito melhor… Ainda não te tinhas apercebido de como o tempo passa rápido? (E lá estou eu outra vez com estas cenas de “cota”)

Com isto tudo, serve-me de consolo a base ainda servir para me tapar alguma acne, ainda andar com calças “manhosas” e ténis ao fim-de-semana e ter um blog onde posso dizer todas as baboseiras sem sentido que me apetecer, sem me dizerem “já tens idade para ter juízo” :)

E a partir de hoje, acabaram-se as frases à cota… Tenho dito!

E aproveitam cada dia, porque o tempo passa rápido … ;)
Bjs sem sentido a todos!

domingo, 2 de maio de 2010

Porquê? Porque sim!

Resolvi fazer um blog. Porquê? Porque sim…

Por vezes faz-me uma certa confusão de como as pessoas gostam de ser bisbilhoteiras. Estão sempre à espera de justificações e pior do que isso, nós sentimo-nos na obrigação de as dar. E porquê? Porque sim? Porque tem de haver sempre um motivo? E porque hão-de as pessoa pensar que temos de dizer esse mesmo motivo?

Fui convidada para um jantar ao qual não podia ir e não fazia qualquer sentido, pois tratava-se da despedida de uma pessoa que nunca conheci. Perguntaram-me logo “Porquê?” E eu disse: “Porque não posso e porque trata-se de uma despedida de alguém que nem sequer me conhece”. Consegui a sábia resposta: “Vens sim senhora, a despedida é só um motivo para irmos para a farra”…

No dia seguinte a mesma pergunta, com a mesma resposta, acrescida de uma nova pergunta: “ Mas porque é que não podes? Sabes que aqui nós temos de saber de tudo. Eu também não vou, mas toda a gente sabe porquê” … Disse “ Porque não, tenho coisas para fazer”…

“Um motivo”… a despedida da pessoa não era por ela se ir embora, mas sim porque isso justificaria tirarem do guarda-fato aquela roupa com cheiro a mofo, dois números abaixo daquele que hoje vestem e tirarem as teias de aranha daqueles sapatos super “fashion” que usam em casamentos e baptizados, mas que continuam a não suportar nos pés. E eu, é que estava mal, pois não dei uma justificação aceitável no “código de ética do escritório”

Há uns tempos, estava eu noutras funções num outro local e fui beber café depois de almoço com um grupo de trabalho, Estava a mexer o meu café e um colega interrompeu-me sorrindo ironicamente “Tu pões açúcar?” Fitei-o e ele disse-me apontando para as restantes chávenas na mesa “É que ninguém põe”… Só me apeteceu dizer-lhe que não punha, e que ele devia estar com alucinações, mas respondi-lhe apenas que essa parte não me tinha sido transmitida na formação para o meu posto de trabalho para a minha função em específico… E ainda acrescentei, não resistindo, que o normal, era as pessoas porem açúcar. Ele que entendesse como quisesse! Estava mesmo à espera que ele me perguntasse porquê, mas acho que perante a minha expressão ele não achou que fosse uma boa ideia.

Mas que raio é que as pessoas têm a ver com isso? O pior é que se levam uma resposta torta, ainda se sentem ofendidas… Eu faço as coisas porque sim e porque não. Sem sentido, sem motivo… Porque gosto, porque não gosto, porque quero ou porque não quero e pronto!

Tenho dito… Sem sentido, apenas porque sim!